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18 setembro 2006

Não podia deixar passar em claro, 10 anos de aniversário

O FC Porto jogava na Luz a segunda mão da Supertaça Cândido de Oliveira. Trazia na bagagem uma vitória por 1-0, no Estádio das Antas, com golo de Domingos. O Benfica prometia virar o resultado, ajudada por uma imprensa que promovia as suas últimas contratações, como era o caso das (supostas) estrelas Bermudez, Jamir e Donizete. Quanto ao FC Porto vivia-se a era pós-Vítor Baía, e tentava-se encontrar substituo à altura (o que, na realidade, nunca veio a acontecer). A escolha recaía sobre o polaco Wosniak, depois do falhanço de Lars Eriksson. Mas havia outras estreias na nossa equipa: Fernando Mendes, lateral esquerdo que já tinha passado pelos dois da segunda circular; Barroso, vindo do Braga; Lula, central do Belenenses; Wetl, um internacional austríaco; Sérgio Conceição, vindo de um empréstimo ao Felgueiras; Artur, brasileiro que vinha do Bessa; ... e um tal de Mário Jardel.

Mas, vamos ao jogo. Ainda mal me tinha sentado no sofá, ao lado do meu pai, quando Artur já abria o marcador. Tinham passado 3 minutos sobre o apito inicial do árbitro António Rola. Foi um contra-ataque, bem ao estilo do brasileiro, lançado, creio eu, por Zahovic. Quase a terminar a primeira parte. Chegava o segundo, com uma arrancada pela esquerda de Artur, que viu Edmilson sozinho no meio. Este recebeu a bola e com o seu estilo inconfundível mandou-a para o fundo da baliza de Preud'Homme. Chegávamos ao intervalo com a Supertaça resolvida e com uma boa vitória na Luz por 2-0. Até aqui, nada de especial, pois ganhar na Luz tinha-se tornado um hábito naqueles tempos. O que ninguém poderia prever é que na segunda parte, iríamos marcar mais três golos, construindo assim a maior humilhação da história do clube dos 6 milhões na sua própria casa.

Logo a abrir a segunda parte, Jorge Costa marcou de cabeça, na sequência de canto de Zahovic. Os benfiquistas não queriam acreditar no pesadelo que estavam a viver e repetiam os assobios com que já tinham brindado Paulo Autuori ao intervalo. Mas havia mais. Foi já com Dulovic e Jardel em campo, que o austríaco Arnold Wetl fez a única coisa que valeu a pena na sua passagem pelo clube: um golo monumental, arrancado na zona do bico da grande área, com um pontapé que fez a bola sobrevoar Preud'Homme e entrar no ângulo da baliza. Para finalizar a goleada histórica, ainda houve tempo para Drulovic marcar, a passe de Rui Barros, o nosso adjunto actual.

Ganhávamos a Supertaça, vencíamos e jogo e goleávamos o Benfica no seu próprio estádio. Foi há 10 anos, a 18 de Setembro de 1996. O dia do apagão.

As equipas alinharam assim:

Benfica: Preud'Homme; Calado (Tahar, 75m.), Hélder, Bermudez e Dimas (Iliev, 52m.); Jamir, Bruno Caires, Valdo e Gustavo; João Pinto e Donizete
Treinador: Paulo Autuori

FC Porto: Wozniak; Sérgio Conceição, João Manuel Pinto, Lula, Jorge Costa e Fernando Mendes; Paulinho Santos, Wetl (Rui Barros, 70m.) , Zahovic e Edmilson (Jardel, 60m.); Artur (Drulovic, 52m.)
Treinador: António Oliveira
Golos: Artur (3m.), Edmilson (43m.), Jorge Costa (46m.), Wetl (66m.) e Drulovic (85m.)

gAz

4 Comments:

At 18/9/06, Blogger pm said...

Tens uma memória do caraças.
Assisti a esse jogo nas bancadas da antiga Katedral, mesmo atrás da baliza do grande Preud'Homme e já nem me lembrava desse jogo.
A falares assim, já pareces um saudosista a recordares os tempos do "velho apito dourado".
Não tens os jornais do ano passado ?
Sempre eram notícias mais actuais. Quantas vezes ganhou o Porto ao Benfica ?
PM

 
At 19/9/06, Blogger gAz said...

Bem em relação a esse saudosismo do apito dourado, ou encarnado, devo lembrar que a grande história do benfica se passou antes do 25 de Abril, no tempo da outra senhora, que ao que parece tinha interesse em que o futebol tivesse a expressão que teve e como teve, o grande problema não é o apito dourado, ou azul, ou encarnado, ou ás pintas amarelas é a dor de cotovelo.

 
At 20/9/06, Blogger pm said...

Pelo o que se conhece, a história do apito dourado é muito mais azul. De encarnada ainda não se ouviu nada.
No tempos da outra senhora, o Benfica marcava presença em quase todas as finais dos campeões europeus, ganhando algumas consecutivas, e não consta que tenha sido à custa de "apitos".
PM

 
At 25/9/06, Blogger gAz said...

Ouviu sim PM, como bem sabes, em relação às finais consecutivas, devo lembrar que nesses anos que vos doem tanto, o Porto ganhou provas europeias, e é hoje a equipe portuguesa com maior palmarés europeu e mundial.
E ainda que não te fazia tão velho para ainda te lembrares, bem deves ter visto no canal preferido dos benfiquistas a RTP memória.

 

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